Mitos sobre o GNU/Linux – Parte 1

Encontrei esse post, muito interessante, relatando mitos sobre o GNU/Linux. São pensamentos “distorcidos” sobre esse sistema operacional, a qual o autor do texto mostra que não é bem como pensam. Esse post será dividido em duas partes. Espero que apreciem , e vamos ao conteúdo!

Antes de qualquer coisa, deixo claro a minha imparcialidade quanto o uso e utilização de qualquer sistema operacional. Cada um utiliza aquele que melhor lhe convém e da forma que melhor lhe interessar.

Sem mais delongas vamos ao que interessa: quais os principais mitos ainda existentes sobre o GNU/Linux.

Mito 1: Linux é muito difícil para uma pessoa comum utilizar porque ele usa apenas texto e requer programação.

Embora tenha sido originalmente concebido para especialistas em computador, a situação mudou muito nos últimos anos. Hoje ele tem uma interface gráfica altamente intuitiva, o GUI (graphical user interface) inclusive é muito semelhante ao do Microsoft Windows e Macintosh, e sendo tão fácil de utilizar quanto os outros sistemas operacionais. Hoje em dia, nenhum conhecimento em programação é necessário. Esta facilidade de utilização é evidenciada pelo fato de que mais e mais pessoas, incluindo estudantes do ensino fundamental e outros com nenhuma experiência anterior com computador, começam a utilizá-lo todos os dias. Além disso, quando as pessoas se familiarizarem com o Linux, eles raramente querem voltar a utilizar outro sistema operacional.

Mito 2: O Linux é menos seguro que o Microsoft Windows, porque o código fonte está disponível para todos.

O Linux é muito mais seguro (ou seja, resistente a vírus, worms e outros tipos de código malicioso) que o Microsoft Windows. E este é, em grande parte, uma conseqüência do fato do código fonte (ou seja, na versão originalmente escrita por seres humanos usando uma linguagem de programação) estar disponível gratuitamente. Ao permitir o acesso ao código fonte, programadores e especialistas de segurança em todo o mundo são capazes de inspecioná-lo com frequência para encontrar possíveis falhas de segurança, desta forma desenvolvendo com mais rapidez patches com correções.

Mito 3: Não vale a pena aprender Linux, porque a maioria das empresas usam o Microsoft Windows

É verdade que a maioria das empresas utiliza Microsoft Windows como sistema operacional principal. No entanto, também é verdade que o Linux está sendo usado por mais e mais empresas, principalmente por instituições governamentais. De fato, a principal coisa que impede a sua utilização é a escassez de pessoas formadas para mantê-lo (por exemplo, engenheiros e administradores de sistemas) em pleno funcionamento. Há uma grande procura no mercado por profissionais especialista em GNU/Linux. Além disso, as pessoas com conhecimento em Linux normalmente recebem mais do que pessoas especialistas em Windows.

Mito 4: Linux não tem futuro; por ser livre e as empresas não vêm nele uma forma de ganhar dinheiro

Este é um daqueles argumentos que soa bem superficial, principalmente por não ter fatos que o comprovem. Muitas empresas ainda não entendem que há um ganho substancial em relação o uso de licenças com sistema operacional, neste caso com o Windows. Muitos não entendem que existe uma forma simples de lucrar principalmente com a venda de produtos e serviços. A BM, por exemplo, investiu milhões e milhões de dólares no desenvolvimento do Linux, e hoje uma parte significativa de seus ganhos vêm desse investimento.

Mito 5: Linux é uma cópia de vários outros sistemas operacionais

Linux é um sistema operacional com código fonte aberto, desta forma muitos desenvolvedores de sistemas operacionais utilizam isso como forma de estudo para desenvolvimento de seu próprio sistema. O desenvolvimento do Linux é colaborativo, toda e qualquer pessoas pode contribuir com o seu desenvolvimento diferentemente da Microsoft que durante muito tempo utilizou estudos de instituições de ensino no desenvolvimento de seu sistema.

Mito 6: Linux e outros softwares livres são uma espécie de socialismo e eles destroem o mercado e propriedade intelectual

O software livre ajuda a evitar monopólios de software, que destrói o livre mercado resultando em preços elevados e de qualidade inferior. Fazendo através da promoção da concorrência entre produtos e empresas baseadas na qualidade, funcionalidades e serviços. O software livre, que é também chamado de software open source, é um software que é livre, tanto em um sentido monetário (ou seja, ela pode ser obtida por qualquer pessoa, sem qualquer custo), e no que diz respeito à utilização (ou seja, é permitido ser utilizados por qualquer pessoa para qualquer finalidade, incluindo a modificação, a cópia e distribuição). Curiosamente, alguns dos mais duros críticos do software livre têm incorporado-os em alguns de seus produtos e serviços.

AUTOR // Renato Tarantelli – http://worldofbit.com

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